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Eu e as belas
Coluna da VIP desse mês... Que tal?
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EU E AS BELAS
Se me vir com mulher feia, pode apartar que é briga
Dizem por aí que mulher não gosta de mulher bonita. Pois eu adoro: olhá-las, admirá-las. Belas que sabem ser belas são suaves, alegres e gentis. O problema das mulheres não são as bonitas, mas as feias. Melhor: as que se sentem feias – essas, inseguras e invejosas, são um perigo. E até há bonitas que se sentem assim: tem mulher bonita que precisa andar com amiga feia para estar segura. São falsas belas. Mulher bonita de verdade não teme concorrência. E não oferece perigo algum.
Gostam de dizer por aí também que mulher bonita não é inteligente. Bom, eu nem deveria mencionar que a Sharon Stone possui 154 de QI... Só vou contar o seguinte: aprendi muito com as mulheres bonitas. Elas são sábias. Afirmar o contrário é burrice.
Me divirto vasculhando a vida das belas. Audrey Hepburn, por exemplo, a bonequinha de luxo de Hollywood. Seu primeiro marido foi o diretor Mel Ferrer, que tinha fama de ser um homem machista e controlador. Segundo os amigos de Audrey, porém, ela o fazia crer que estava no comando, o que é totalmente diferente. E um ótimo truque...
Mulheres bonitas dão ótimos conselhos. Quando sinto vontade de comer algo que pode me fazer engordar, lembro imediatamente de Sophia Loren: "Devo tudo o que sou ao espaguete". E nham! Quando me culpo por ser tão anárquica, descumpridora das regras, menos "mulherzinha" do que a maioria das moças, saco uma Marilyn Monroe rápida: "Mulheres bem-comportadas raramente fazem história". Bingo.
Eu sei, eu sei, que Blanche Dubois, de Um Bonde Chamado Desejo, não existiu, que é apenas um personagem criado por um homem, Tennessee Williams, mas como não se deixar influenciar pelo que aquela linda mulher dizia? "Eu não quero realismo, quero magia!" Putz, você não?
Minha última descoberta em termos de cérebro curvilíneo é Eva Longoria, a Gabrielle de Desperate Housewives. Como um pitéu mignon feito aquele pode falar coisas tão espertas? Dá vontade de beliscar sua bochecha, dar uma bicota e dizer: "Danadinha!"
Um dos alvos favoritos da pequena Eva é Bridget Jones. Taí um contra-exemplo perfeito: acima do peso, sempre emburrada, Bridget é a típica feiosa sem nenhuma auto-estima... E, afinal, quem tem culpa de ela ser desse jeito a não ser ela mesma? Porque eu conheço gordinhas que se sentem muito à vontade em sua própria pele, que se amam como são e que não saem por aí culpando o mundo (e os homens) por seus problemas.
Será que a salvação para uma mulher como Bridget, que absolutamente não se aceita, seria mesmo achar um homem compassivo que a ame incondicionalmente, ainda que ela esteja um bucho e viva choramingando pelos cantos? Irreal... A gente só consegue encontrar alguém que nos ame quando, em primeiro lugar, nos amamos! Bridget não pode servir de modelo para ninguém.
Com a palavra, Eva: "Definitivamente não sou Bridget Jones. Não acredito nessa coisa de ‘oh, não há nenhum homem decente no mundo’. Garotas, caiam na real: há um monte de homens lindos em cada esquina".
Sapiência pura. Vejo mulheres reclamando que os homens isso, que os homens aquilo... Sem reconhecer que os carinhas vêm mudando, e para melhor. São melhores pais; são melhores filhos e irmãos; são melhores amigos; e são melhores companheiros, sim. Se a mulher tem razões para se queixar dos homens, é porque escolheu mal o seu.
Mulher que vive se lamuriando dos homens e, pior, das outras mulheres, com certeza é baranga – por dentro, por fora, sob toda ótica. Não as quero perto de mim. Como diria Vinicius, as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.
Escrito por cynara às 15h28
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